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Apaixonadas no Divã: "Sogro Intrometido"

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Olá lindas(os) leitoras(es)! Antes de mais nada, gostaria de agradecer a participação de vocês via comentários, é muito gostoso vivenciar esta troca! E como esta semana estamos em clima de Valentine’s Day, aproveito para registrar minha declaração.

cartaz
(Faça um cartão igual ao meu pelo site Fotor)

Mas voltemos ao Divã. O caso de hoje é um verdadeiro desabafo de nossa leitora C., que há tempos vem tendo que lidar com a intromissão de seu sogro no seu relacionamento, acompanhe comigo:

Preciso muito de um conselho e uma ajuda, bom meu sogro é kardecista (até onde eu sei a macumba deles é por reza), meu noivo fala que macumba nele não pega pelo fato de o pai dele ser kardecista e ter pacto de sangue, eu penso muito em terminar com meu noivo sempre avisei que não gosto de família se intrometendo é horrível e o pai dele me trata bem na minha frente mais por trás só fala mal, a madrasta do meu noivo mesmo que conta tudo, e meu noivo sabe, ela me disse que meu noivo me defende mais eu não consigo acreditar pelo fato de o pai dele continuar falando. A minha sogra me adora e me trata como filha. Uma vez o filho dela mais velho, que é irmão do meu noivo por parte de mãe, criou uma página sobre o bairro aonde eles moram relatando os acontecimentos para os moradores até que ele revelou sua identidade e os bandidos querem matar ele, agora ele foi embora e não mora mais aqui. Já meu noivo está morando comigo na casa dos meus pais, mais minha família ama ele, então eles não veem problemas. Minha sogra me disse deixa ele lá prefiro morrer e não levar meu filho por uma merda que o irmão dele fez. Até ai tudo bem. Certo dia o meu sogro liga pro meu noivo para ele ir na casa da mãe dele que ele iria passar lá e eu não fui, aí ele começou a falar um monte de coisa que a gente noivou cedo não tivemos tempo de namorar e sentir saudades um do outro. Aí a mãe dele começou a concordar e falou pra ele voltar a morar lá. Quando ele chegou em casa a gente terminou e depois ele sentou do meu lado e disse que nunca iria me deixar. Aí voltamos, só que ele disse que ia dormir na mãe dele de vez em quando até que na terça conversamos pra ir na mãe dele na quarta quando eu chego em casa quarta feira ele me diz que vai pra igreja com os amigos e ia dormir na mãe dele e quando naquela hora ia pra piscina na casa da madrinha do colega dele e eu não deixei. Brigamos e ele disse que eu estava sufocando ele, mas ele nunca me falou isso até pelo fato de ele ser caseiro e gostar muito de jogos. Ele terminou comigo, coisa que ele nunca tinha feito quando voltou da igreja me ligou pra saber se eu estava bem e eu desliguei na cara dele,. No outro dia ele ia terminar de pegar as coisas dele nada de ele aparecer, aí liguei pra mãe dele e ela disse que ele foi pra piscina. Saí que nem maluca, esperei ele, aí briguei com o colega dele que para mim está sendo usado para a gente terminar. Do nada esse amigo liga pra ele todos os dias, coisa que não fazia, depois de tanta briga voltamos e ficamos bem agora. Ele dorme na mãe dele duas vezes por semana, mas sempre que o pai dele aparece ou liga a gente briga. Eu já não aguento mais o pai dele sempre se intrometendo. Quando namorávamos ele nem ligava pro filho parecia que nem filho tinha, meu noivo só ia lá na casa dele pegar mesada, aí depois que ele me conheceu me chamou de feia, só fala mal de mim e sempre liga pro filho dele. Juro que não entendo, não tenho aproximação com ninguém da família do meu sogro nem meu noivo pelo fato de quase todos serem macumbeiros e pelo fato da mãe do meu sogro sempre tentar fazer mal pra minha sogra. Agora ela nem tenta mais nada  eles já dão separados há anos, não sei alguma coisa sempre faz a gente brigar e nós somos um casal tão romântico que muitas pessoas falam que sentem inveja pelo fato de sermos amigos e não enjoarmos de ficar um com o outro 24 horas por dias. Sempre contarmos tudo e nunca escondermos nada. Preciso saber o que eu faço, todo mundo fala pra mim não brigar, mas não consigo. A madrasta do meu noivo me disse que quando ele conversa com o pai ele muda o jeito de pensar bem rápido e eu acho que talvez seja pelo fato do espiritismo do pai dele, mas como sempre ele não acredita que o pai faça isso com ele, pra ter noção, ele nem queria chamar o pai pro nosso noivado, só chamou por minha causa, Quando ele está com o pai ele não me trata do jeito carinhosos que todos vêem.

Como podem ver, no relato de C. há muita frustração, mágoa e ressentimentos. Como também certa negação e projeção de culpa para terceiros. Mas para alinharmos os pensamentos vamos listar primeiramente os descontentamentos de C.

- Preconceito com o fato de sogro ser kardecista, e aparentemente ter certa implicância pessoal para com ela

O fato de ter ciência que não é querida a deixa muito incomodada, o que a faz pegar tanta antipatia ao sogro que tudo se torna muito acentuado e negativo, inclusive a religiosidade. Nestes casos é importante estimular a empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro, e certa frieza para analisar os motivos que levam alguém a não simpatizar com você. Muitas vezes criamos uma barreira tão grande de ressentimento que perdemos a chance de desfazer a primeira impressão negativa, e construir uma relação saudável. E como já disse em posts anteriores, quando assumimos um relacionamento sério, assumimos também tudo que envolve o outro, inclusive a família, e precisamos aprender a nos adaptar e respeitar as diferenças para que o relacionamento prospere. 

- Sentimento contraditório referente a madrasta do noivo: hora maltrata a sogra que tanto gosta, hora é sua cúmplice revelando conversas entre pai e filho.

Ainda na mesma linha, me parece muito conveniente a madrasta do noivo de C. criar tais desentendimentos, e alimentar a antipatia existente, afinal baseada em seu relato, fica claro que ela não deseja aproximação da história anterior do marido, isso inclui ex-esposa e provavelmente filhos. Por isso é preciso cautela ao dar ouvidos a “fofocas”, pois muitas vezes podem ser motivadas por interesses próprios, levando a manipulação e gerando muitos estragos. O ideal em situações assim, é romper esse ciclo, e não se deixar influenciar por confissões mal esclarecidas, e através de uma conversa franca com seu parceiro discutir o fato e colocar um ponto final na história. 

- Receio de perder seu parceiro por influência externas

Dentre esta avalanche de sentimentos de C., ocorre um término inesperado (para ela), em que a frustra tão intensamente que a leva a projetar a culpa a terceiros. Vamos clarear que somos seres sociais e sim, a opinião dos outros influencia nossos pensamentos, entretanto quem realiza a escolha final somos nós mesmos, e sendo assim somos os únicos responsáveis. Muito provavelmente com todo este desentendimento, C. ficou tão focada na situação, e deixou de perceber a saúde de seu relacionamento, pois o sentimento de sufocamento existia, ou se não, seu noivo não manifestaria a necessidade de certo afastamento e mudanças na rotina do casal, como sair com amigos, e dormir na casa dos pais. Por isso querida C. tente parar de buscar culpados, e procure dar mais atenção a manutenção de seu relacionamento.

- Insegurança de comprovar que talvez seu noivo não esteja tão feliz quanto ela pensa que ele está.

“Não sei, alguma coisa sempre faz a gente brigar, nós somos um casal tão romântico que muitas pessoas falam que sentem inveja pelo fato de sermos amigos e não enjoarmos de ficar um com o outro 24 horas por dia, sempre contarmos tudo, e nunca escondermos nada.”

A certeza de C. de que seu relacionamento é “perfeito” a leva não enxergar o outro e suas individualidades, pois devemos lembrar que nem sempre o que é “perfeito” sob nosso ponto de vista, é perfeito para o outro. Esta possível negação constante de não aceitar que talvez seu noivo esteja incomodado com alguma característica da relação é muito prejudicial ao relacionamento. Se há brigas é porque a descontentamento, e sem desrespeitar crenças, acredito que é pouco provável que seja uma “coisa” que esteja causando isto, mas sim vocês mesmos.

Enfim, querida C. é hora de se dar uma chacoalho, e olhar sua relação sobre outra perspectiva. Há muito amor envolvido, há muito desejo que dê certo, só é preciso ajustar os ponteiros para tudo se alinhar novamente. Tranquilidade, seriedade e maturidade a farão recuperar seu conto de fadas. Muitas felicidades sempre!


Intenso o desabafo de hoje não acharam? Não deixem de comentar e registrar experiências e opiniões. Lembrem-se que a troca é a melhor forma de aprendizado!

Um grande beijo a todos e Feliz Valentine’s Day! Até a próxima.
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2 comentários:

  1. Graças a deus eu não tenho esse tipo de problemas com o meu sogro. Tem sogro (a) que não vão muito com a cara da nora por medo de perder o filho pra ela (já vi isso acontecer) e tem nora que não gosta dos sogros por achar que ele dá muito tempo para os pais (o que também já vi acontecer). Eu penso que se você vai fazer parte da família deveria ter um entendimento das duas partes, pois de que adianta brigar, ne?

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    1. Olá Eslen, obrigada por seu comentário! Realmente há muitos casos de desentendimentos gerados pela insegurança da perda ou ciumes, mas é isto mesmo incluir e não excluir! Amor de duas pessoas envolve toda a extensão familiar também...E se há harmonia tudo se torna ainda mais gostoso! Um grande abraço e felicidades sempre

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