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Apaixonadas no Divã: “Não sei se ainda amo meu namorado.”

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Olá queridos leitores! Como estão? O caso de hoje na sessão Apaixonadas no Divã é de nossa leitora C.C. que esta vivenciando um momento de grande confusão emocional e compartilhou conosco suas angústias. Acompanhem comigo:
Olá meninas, primeiramente gostaria de parabenizar a todas, tanto as responsáveis pelas postagens, quanto as leitoras, que interagem muito bem. Estou escrevendo aqui, pois estou triste e desesperada com o meu relacionamento. Tenho 20 anos e meu namorado 21, já estamos juntos a 3 anos e 3 meses. No começo do nosso namoro eu aceitava tudo, tinha muito medo de perder sabem, então deixei de conversar com alguns amigos e deixei de ir a estádio de futebol (coisa que eu mais amava nessa vida) por causa dele e ele também deixou de fazer muitas coisas por causa de mim, eu reconheço. Estamos a muitos meses apresentando diversas brigas, a maioria por motivo de ciúmes da parte dele, ciúmes bobos, ciúmes até mesmo de amigos da família (que já são casados e sempre me respeitaram). Pra ele todo cara que fala comigo é porque tem interesse em mim. Pra vocês terem noção do ciúme dele: Uma vez saí da igreja e passei no MC Donalds pra comprar um sorvete com umas amigas, porém demorei uns 20 minutos pra mandar mensagem pra ele, pois o local estava cheio e eu sou desastrada não consigo ficar com sorvete, dinheiro e celular nas mãos ao mesmo tempo rs daí ele me ligou e quando eu avisei o que tinha acontecido, ele começou a gritar comigo no celular, fez um inferno (e olhem que eu tinha acabado de sair da igreja). Ele diz que confia em mim, porém não confia nos outros. Brigas como essas vieram me desgastando e fazendo com que o sentimento que eu tinha esfriasse. Eu gosto bastante dele, gosto dos momentos juntos e tenho certeza que ele me ama e faz de tudo pra me agradar, porém não tenho mais certeza de que eu o amo. Ultimamente, tenho andado com uns pensamentos de que sou nova, que tenho que curtir minha vida, falar com quem eu quero, na hora que eu quero, sem dar satisfações ou deixar alguém bravo por isso. Não sinto mais o que eu sentia por ele antes, e percebo que isso está afetando a mim e a ele também. Já quase terminei diversas vezes, e ele sofre muito com isso, mas sempre conversamos e falamos que vamos mudar as atitudes. Depois de muito tempo e muitas brigas, ele diminuiu o ciúme um pouco, porém eu já estou desgastada. Quando nós estamos juntos passamos por ótimos momentos, gosto de estar com ele. Porém quando estamos longe eu não sinto falta, não sinto aquele desejo de estar junto, igual eu sentia antes. Não sei o que faço, pois estou confusa nos meus sentimentos, tenho medo de ser passageiro, acabar terminando e perdendo uma ótima pessoa e também tenho medo de continuar com ele achando que isso vai passar e estar enganando a mim e a ele principalmente. O que eu faço? Me ajudem.
Como já conversamos em outros casos, iniciar um relacionamento depende sim de adaptações e até de mudanças no estilo de vida (sempre em um consenso mútuo). Mas o problema surge quando a ânsia de que dê certo ultrapassa os reais limites pessoais de cada um, pois o que parece suportável em um início de relacionamento passa a ser um peso ao longo do tempo, como acontece no caso de C.C.

será que ainda gosto dele?

Relacionamentos amorosos devem vir para somar em nossas vidas e não subtrair, se afastar de amizades positivas, familiares e deixar de fazer atividades não deve ser um atitude aceitável, afinal é muito injusto ter que optar por apenas um dos lados, pois a felicidade proporcionada por cada um é única e insubstituível.

E para piorar, o que acontece muitas vezes é que esta insatisfação provoca um sentimento de vazio, de falta, que pode ser projetada em ciúmes excessivo, pois essa “lacuna” leva a uma insegurança muito grande. É como se soubéssemos que o afastamento está acontecendo, mas por ser difícil demais encararmos que somos responsáveis por isso, acabamos que procurando um “culpado”, e aí qualquer um vira alvo, como vimos no caso de hoje.

Infelizmente, quando não percebido a tempo, esta situação pode sim virar uma praga na relação, destruindo pouco a pouco o sentimento que os uni. Relacionamento é construção, é troca, e quando isso dá lugar ao medo (medo de perder, medo de brigar, medo de encarar, etc) é porque a relação está doente, e se não cuidada, o fim é inevitável.

Conversar, clarear os reais sentimentos é muito importante. E após uma conversa franca, é preciso exercitar a tolerância, afinal novos parâmetros para relação serão traçados, e como tudo na vida há um tempo necessário para serem introjetados e passarem a ser natural. 

Em alguns casos o afastamento também pode ser uma alternativa, o conhecido “dar um tempo”, proporcionando um espaço para recuperação desse amor. Como se fosse um jogo de tabuleiro em que tiramos a carta “volte 3 casas”, temos que voltar e continuar jogando para novamente alcançar a posição que estávamos. É claro que sempre há o risco de com o afastamento nos darmos conta de que realmente não existe mais chances de recuperação, e não apenas por nossa parte, o parceiro pode de repente perceber que vive muito bem sem você. Como sempre são escolhas e suas consequências.

Vale enfatizar que temos que nos conscientizar que nem todos os amores são para a vida toda, já dizia Vinicius de Moraes, “que seja eterno enquanto dure” não é mesmo? Então por mais difícil que seja, é preciso ter a maturidade para aceitar o fim e se permitir ir em busca de novos amores quando preciso.

Querida C.C., por mais carinho que haja envolvido, por mais desejo de não causar sofrimento a seu namorado, talvez seja o momento de pensar em sua felicidade, e se permitir ter um espaço para realinhar os pensamentos, o que não dá é prosseguir com este sentimento de clausura e insatisfação. Desejo-lhe muita tranquilidade para tomar um decisão definitiva e muita felicidade viu? Agradeço todo o carinho e fico na torcida!

Por hoje é isso, espero todos vocês no próximo post! E não se esqueçam de partilhar conosco suas experiências, opiniões e percepções! Um grande beijo!

(As informações contidas nesta publicação NÃO substituem um atendimento real em setting terapêutico adequado com um profissional psicólogo qualificado.) 

***OBS: Quem quiser participar da sessão Apaixonadas no Divã, pode enviar e-mail para blognamorados@gmail.com com este título.***
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2 comentários:

  1. Vivi um relacionamento assim,e sei como é difícil tomar uma atitude nesse caso. Geralmente pessoas possessivas após o "ataque de ciúmes" voltam a ser amorosas, carinhosas, e quem vive isso fica em cima do muro, sem saber o que fazer, porque em alguns momentos nos sentimos amadas e especiais.
    Pense e escolha o melhor para você! Pense com a razão, porque o coração é enganoso.

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    1. Olá Vanessa! Obrigada por compartilhar sua experiência! Realmente este comportamento contraditório mascara muitas vezes a real personalidade de uma pessoa possessiva. É preciso estar atenta para perceber e colocar na balança se é mais amor do que loucura. Abraços e continue acompanhando nossa sessão!

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