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Apaixonadas no Divã: "A rotina está nos matando"

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Quem nunca desanimou por conta da rotina que atire a primeira pedra! Mas e quando a mesmice começa a atrapalhar o relacionamento? Nossa querida leitora V. escreveu para a Sessão Apaixonadas no Divã porque está passando por esse problema e resolveu dividir com a gente:

“Me chamo V. e queria dicas de como proceder diante de uma relação rotineira. Só namoramos há dois anos e meu namorado não quer fazer nada além de ficar em casa e quando sai é para treinar. Quando eu reclamo ele diz que eu estou enjoando dele e não aceita a crítica. Não entende nem vê que a rotina está nos matando (pelo menos a mim já está insuportável). São intermináveis fins de semana, um olhando pra cara do outro, e, logicamente, brigas por coisas pequenas e muito desgaste. Ele reclama de tudo, não tem dinheiro pra ir ao cinema, mas tem dinheiro pra comprar tênis... não sai comigo, mas também não posso sair sozinha. O que eu faço? Eu não sei mais o que fazer. Estou super desanimada e ele só enxerga que "não gosto mais dele", mas não vê a rotina que massacra. Queria saber se você tem alguma sugestão de conversa que eu venha a ter com ele, algo diferente do que eu tentei, sei lá... :( não sei mais como agir. Desculpa o desabafo, sou daquelas que gosta de tentar de tudo antes de dar um ponto final. Obrigada pela atenção e aguardo resposta se não for incômodo” 
A medida que o tempo passa e o relacionamento se fortalece é comum a rotina aparecer, e isso acontece porque nossas prioridades mudam, e a forma de encarar o mundo também.


Chega um momento em que as saídas diminuem, os beijos diminuem, o romantismo diminui, e o alerta vermelho é acionado! E cabe a cada um se esforçar para manter acessa a chama do amor. E neste momento vale de tudo, surpresas românticas, experimentar novas maneiras de prazer, discutir a relação, tomar a iniciativa, etc.

Mas e quando mesmo fazendo tudo isso a rotina ainda permanece? Ou pior quando não há interesse no outro em mudar a situação? 

Um dos problemas encontrados em muitos casais é a diferença de percepção, às vezes para um está tudo ótimo e para o outro tudo péssimo, e encontrar um meio termo é uma tarefa complicada. 

Um fator agravante neste caso é o egocentrismo e a dificuldade de se colocar no lugar do outro. Quando não consigo entender como outro se sente começo a fantasiar situações como o medo da “falta de amor”. E quando sou egocêntrico quero as coisas do meu jeito, e da maneira que mais me sinto bem. Por exemplo, para o namorado de V. ter ela “só para ele” enquanto ele mantém sua rotina normal (compra coisas que gosta, frequenta os lugares que gosta, etc) é muito bom, e ele não consegue perceber o quanto é desagradável para ela limitar sua vida à dele.

É preciso nestes casos se posicionar, ou seja, não assumir postura passiva frente a vontade do outro. Em um relacionamento saudável os dois precisam manter certas “igualdades”, tudo baseado em um acordo mútuo entre os dois. Estabelecer em uma conversa franca o que é “tudo bem” e o que não é. 

É preciso entender que cada indivíduo tem suas necessidades próprias, que precisam ser supridas para a aquisição de uma qualidade de vida positiva. Se gosto de sair e meu namorado gosta de ficar em casa, uma opção é sair com minhas amigas de vez em quando para suprir esta minha necessidade, o que não é correto é se negligenciar para agradar ao outro, pois aí a frustração de não fazer o que gosto somado à rotina natural se torna insuportável. Se relacionar é desagradar ao outro às vezes, e se há amor há compreensão, mesmo não gostando, entendem?

Outra situação que costumo falar bastante aqui no Apaixonadas no Divã é sobre o excesso de expectativas e comparações. É preciso ficar atento para não esperar apenas do outro, pois se o fazemos passamos a ter uma lista de frustrações que só vão piorando nossa sensação de mal estar. Ao invés de torcer para receber um convite para ir ao cinema, vá compre os ingressos e presenteie seu namorado, por exemplo. 

Então querida V. talvez seja o momento de retomar as atividades que gosta e se posicionar frente a seu namorado, e quem sabe ter mais iniciativa e esperar menos dele. E, se mesmo assim, a mesmice continuar talvez o sentimento tenha dado lugar a uma amizade, e será preciso repensar se vale a pena manter essa relação.

E vocês, leitores, como fazem para driblar a rotina? Contem para gente através dos comentários!

Um grande beijo e até a próxima! 

(Atenção: As informações contidas nesta publicação NÃO substituem um atendimento real em setting terapêutico adequado com um profissional psicólogo qualificado.) 

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***OBS: Quem quiser participar da sessão Apaixonadas no Divã, pode enviar e-mail para blognamorados@gmail.com com este título.***
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2 comentários:

  1. É tão prazeroso entrar nesse blog e ver uma amiga de longas datas levando informação e emoção para seus leitores... Agora serei leitora oficial do seu blog, minha amiga linda!
    Bjs da Mel

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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